Vinte e dois cursos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entraram na lista dos melhores do país, conforme o novo “Guia do Estudante 2012”. A publicação é uma das mais importantes do país na área e sua avaliação se baseia na média de conceitos obtidos pelas graduações a partir de pesquisa de opinião realizada com coordenadores de cursos e professores especializados.
Cursos considerados excelentes pelo guia receberam cinco estrelas. Os muito bons, quatro. E os bons, três. Na UFJF, Ciências Econômicas, Direito, Pedagogia e Serviço Social conquistaram cinco estrelas. Administração, Ciências Biológicas, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Farmácia, Fisioterapia, Geografia, História, Jornalismo (Comunicação Social), Letras e Psicologia ganharam quatro estrelas. Com três, foram Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais, Educação Física, Medicina e Odontologia.
A publicação avaliou apenas os cursos presenciais que possuem modalidade bacharelado, salvo Pedagogia e Educação Física. Outro critério de exigência é que possuíssem turmas formadas há, pelo menos, um ano e com previsão de vagas abertas para o ano seguinte. Por isso, cursos novos e sem turma graduada não entraram na lista, tais como Nutrição, Engenharia Mecânica, Música, Ciências Contábeis, Ciências Exatas, Engenharia Sanitária e Ambiental e Sistemas de Informação.
Docentes qualificados
Na visão do professor Lourival Batista, diretor da Faculdade de Economia, que recebeu cinco estrelas, o resultado é fruto da boa qualificação dos docentes. “Isto se dá pelo fato de, atualmente, quase a totalidade dos nossos professores ter doutorado. Além disso, com a pós-graduação se consolidando, acontece maior intercâmbio com a graduação. O resultado é que os nossos alunos têm mais contato com pesquisas, o que amplia o horizonte de conhecimento deles.”
Para a aluna do oitavo período de Serviço Social Maiara Batista, a articulação entre o ensino e a vivência da profissão é o forte da formação no curso escolhido por ela. “O conteúdo das disciplinas e os professores estão atrelados com as lutas de entidades, como os conselhos Regional e Federal do Serviço Social e a Associação Brasileira de Pesquisa em Serviço Social. Isso permite que o estudante saia da bolha universitária e tenha experiência com a realidade da profissão.”
De acordo com a coordenadora do curso de Direito, Aline Araújo Passos, o reconhecimento por parte do “Guia do Estudante” é fruto da “tabelinha” entre os professores e os graduandos. “Temos alunos muito bem informados que nos dão o retorno no dia a dia da sala de aula. Com isso, podemos melhorar o curso. Os prêmios são consequência do trabalho.”
Estudante do terceiro período de Pedagogia Analina Alves de Oliveira destaca a exigência dos professores e a experiência dos grupos de pesquisa na formação. “Os professores não dão folga, cobram muito. Não tem como se sair bem nas avaliações se não souber os conteúdos e apresentar trabalhos de qualidade. E os grupos de pesquisa permitem um conhecimento amplo, unindo a sala de aula com os trabalhos de campo.”
Ao todo, 10.692 cursos foram avaliados. Menos da metade, 4.329, recebeu estrelas. Os cursos considerados excelentes (cinco estrelas) foram apenas 485; muito bons (quatro estrelas) 1.432; e bons (três) 2.412.
Outras avaliações
A UFJF também demonstra bom desempenho em outras avaliações, tanto em âmbito nacional quanto internacional. No mês passado, a organização britânica QS (Quacquarelli Symonds) classificou a Federal de Juiz de Fora como a 95ª melhor instituição de ensino superior da América Latina. A lista avaliou mais de 250 centros de ensino.
No último resultado do Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação (MEC), que considera cursos de graduação, pós-graduação, infraestrutura e opinião de estudantes, a Universidade ficou entre as 20 melhores instituições de ensino superior do Brasil. Nas últimas três avaliações do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade) com resultado publicado, 14 cursos estão os dez primeiros do país
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
DICA DO DIA .:. .:. .:. DESAPEGO
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Dicas de Filmes sobre Educação
Meu nome é Rádio
Sinopse:
Um treinador de futebol americano de uma escola situada numa pequena cidade do Sul da Carolina (Ed Harris) desenvolve uma amizade especial com Radio, um rapaz que a mãe descreve como “igual a todos os outros, só um pouco mais lento que a maioria”.Esta amizade, estranha aos olhos de todos, apresenta-se como uma lição, não só para os dois protagonistas (cujas vidas sofrem uma grande modificação) como para toda a comunidade.
Sinopse:
Adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, e uma professora oferece o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula 203 faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Com eletrizantes performances de um elenco de astros. Escritores da Liberdade é basedo no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade.
Sinopse:
Taare Zameen Par - filme da produção de Bollywood - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan..
Sinopse:
William Hundert (Kevin Kline) é um professor da St. Benedict's, uma escola preparatória para rapazes muito exclusiva que recebe como alunos a nata da sociedade americana. Lá Hundert dá lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Hundert está apaixonado por falar para os seus alunos que "o caráter de um homem é o seu destino" e se esforça para impressioná-los sobre a importância de uma atitude correta. Repentinamente algo perturba esta rotina com a chegada de Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Sedgewick entra em choque com as posições de Hundert, que questiona a importância daquilo que é ensinado. Mas, apesar desta rebeldia, Hundert considera Sedgewick bem inteligente e acha que pode colocá-lo no caminho certo, chegando mesmo a colocá-lo na final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga. Mas Sedgewick trai esta confiança arrumando um jeito de trapacear.
Sinopse:
Um treinador de futebol americano de uma escola situada numa pequena cidade do Sul da Carolina (Ed Harris) desenvolve uma amizade especial com Radio, um rapaz que a mãe descreve como “igual a todos os outros, só um pouco mais lento que a maioria”.Esta amizade, estranha aos olhos de todos, apresenta-se como uma lição, não só para os dois protagonistas (cujas vidas sofrem uma grande modificação) como para toda a comunidade. Escritores da Liberdade
Sinopse:
Adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, e uma professora oferece o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula 203 faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Com eletrizantes performances de um elenco de astros. Escritores da Liberdade é basedo no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade. Como estrelas na terra toda criança é especial
Sinopse:
Taare Zameen Par - filme da produção de Bollywood - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan..O Clube do Imperador
Sinopse:
William Hundert (Kevin Kline) é um professor da St. Benedict's, uma escola preparatória para rapazes muito exclusiva que recebe como alunos a nata da sociedade americana. Lá Hundert dá lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Hundert está apaixonado por falar para os seus alunos que "o caráter de um homem é o seu destino" e se esforça para impressioná-los sobre a importância de uma atitude correta. Repentinamente algo perturba esta rotina com a chegada de Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Sedgewick entra em choque com as posições de Hundert, que questiona a importância daquilo que é ensinado. Mas, apesar desta rebeldia, Hundert considera Sedgewick bem inteligente e acha que pode colocá-lo no caminho certo, chegando mesmo a colocá-lo na final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga. Mas Sedgewick trai esta confiança arrumando um jeito de trapacear.Maíra Saporetti Carvalho
Estudante de Pedagogia/UFJF
terça-feira, 1 de novembro de 2011
FIB - Felicidade Interna Bruta
Felicidade Interna Bruta
“Não existe idéia mais bem-sucedida que aquela para a qual o tempo chegou”
(Victor Hugo)
O “Reino da Felicidade” utiliza como medida de sua riqueza o Índice de Felicidade Interna Bruta – FIB. Não, não é um conto de fadas, o país que carrega o codinome mencionado é o Reino Budista do Butão, situado na Ásia. “Ciente da importância de ter súditos felizes, Jigme Singye Wangchuck, o rei do Butão, criou há mais de 30 anos um índice de desenvolvimento social baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo. O FIB, ou Felicidade Interna Bruta, tornou-se então o fator determinante na aplicação das políticas governamentais desse minúsculo reino de orientação budista entre a China e o Tibete.” (http://vidasimples.abril.com.br)
Enquanto o Brasil e diversos países utilizam o Produto Interno Bruto – PIB como medida de riqueza, representando a soma de todos os bens e serviços finais produzidos nestas regiões (durante um período determinado), o Governo Butanês corre na direção oposta da globalização social e sustenta intencionalmente um isolamento cultural, sendo que “diferentemente dos índices econômicos tradicionais, o FIB inclui também questões inteiramente subjetivas, como taxas de emoções negativas e positivas da população, avaliação da saúde mental, social e espiritual dos habitantes ou possíveis causas geradoras de estresse”. (http://vidasimples.abril.com.br)
Percebe-se que onde o PIB é o método utilizado, a sociedade, em sua maioria, se considera infeliz. Muitas cidades brasileiras com alto índice no PIB “continuam carentes de água, luz, escolas, saúde, segurança, habitação, lazer e outras amenidades hoje consideradas importantes para a felicidade.” (Revista Viver, Junho 17 – 2011)
A ideologia do FIB é muito bonita, mas é viável em uma cultura como a brasileira? Uma sociedade que cultiva valores como cobiça, ambição e competição como degraus para a felicidade se encaixaria no perfil do FIB? “Uma conferência em junho de 2008 foi organizada para se repensar a definição de progresso e nela índices como o PIB, que hoje norteiam as decisões de políticas governamentais, duramente criticados. Esse índice está cada vez mais relativizado por outros indicadores, como o IDH, que mede o índice de qualidade de vida, incluindo a educação e a expectativa de vida como fatores de desenvolvimento, e o FIB. Sinal de que o mundo está mudando. As Nações Unidas estão cada vez mais interessadas em internacionalizar o FIB”. (http://vidasimples.abril.com.br)
Considerando que para o FIB ser utilizidado é necessário mudar a cultura tradicional de uma sociedade como a brasileira. É preciso ter calma e reestruturar sua base, a educação. Em uma pesquisa do mesmo site citado, a pergunta era “Uma educação de primeira contribui para sua felicidade?” Onde 72% consideraram essencial, 25% importante, 2% razoável e 1% indiferente.
“As pesquisas sobre felicidade, no entanto, não apóiam a idéia de os governos adotarem a sua busca como meta. Ensinar, nas escolas, fatores que contribuem para alcançá-la pode ser medida muito mais eficaz. Mesmo porque, embora ser feliz seja o desejo de muitos, há aqueles que querem ser o mais rico, o mais poderoso, o mais bonito, o mais isso e aquilo, e a literatura sugere, também, que esses tendem a ser dos mais infelizes.” (Revista Viver, Junho 17 – 2011) É na escola que os perfis sociais começam a ser formados.
Na Escola Summerhill (http://www.summerhillschool.co.uk), criada por Alexander Neil (1883 – 1973, http://educarparacrescer.abril.com.br) a ênfase do ensino não é a base curricular, mas sim a difícil arte da convivência social, não que o aprendizado do currículo padrão (Matemática, Português, Ciências, História e Geografia) seja descartado, mas a escola vai além e busca a essência da intelectualidade de seus alunos. Neil não tentou educar as crianças para que estas se ajustassem adequadamente à ordem vigente tampouco a uma sociedade idealmente concebida. Seu objetivo consistiu na educação de crianças para que se tornassem seres humanos felizes, cuja noção de valores não fosse baseada na propriedade, no consumo, mas no ser.
Neil utiliza como método a abordagem humanista (Humanismo em http://pt.wikipedia.org), onde o ensino é centrado no aluno. Assim como Summerhill, existem diversas escolas humanistas, a Escola da Ponte (http://www.escoladaponte.com.pt) em Portugal ficou famosa por “regenerar” jovens infratores e violentos através da abordagem humanista.
Um doa maiores pensadores do Humanismo, Carl Rogers (http://revistaescola.abril.com.br), acreditava que o Mundo e o Homem estão em constante construção e é o próprio Homem que configura o Mundo. O Homem tem consciência de que é um projeto permanente e inacabado, busca seu próprio desenvolvimento através da experimentação. Ao experimentar, conhece. A concepção de Mundo é relativa, cada Homem enxerga o mundo baseado em suas experiências pessoais. Levando em conta que a curiosidade é natural ao Homem, buscamos este conhecimento por impulso.
Por isto, o Humanismo oferece condições que possibilitem a autonomia do aluno, intencionado para um desenvolvimento intelectual e emocional pleno. Nesta abordagem a sensação de felicidade plena é o objetivo do aprendizado. Tudo que estiver a serviço do crescimento pessoal, interpessoal e intergrupal é educação. O professor elabora um ambiente propício ao aprendizado, para o aluno buscar o conhecimento. Não transmite o conteúdo com o objetivo do aluno decorar até uma futura avaliação e depois esquecer o que deveria ter aprendido.
O professor que auxilia, induz o aluno a obter a resposta sozinho e ter prazer pelo que está aprendendo, pois é na experimentação do ambiente que o aluno compreende. Diferente do padrão atual de ensino, em que moldamos nossos alunos para passar em avaliações como vestibular, dentro de uma abordagem comportamentalista (Comportamentalismo em http://pt.wikipedia.org) sem levar em conta a formação emocional do Homem, mas somente suas conquistas materiais.
De acordo com o FIB, a conquista da riqueza material não pode afetar a saúde física ou emocional, comprometer o uso equilibrado do tempo ou interferir no tempo dedicado às práticas espirituais. As atividades econômicas, mesmo que rentáveis, também não podem prejudicar o meio ambiente ou causar danos sociais. A Educação Humanista pode ser o princípio de uma mudança social para utilizarmos o FIB como medida nacional. Conquistando uma sociedade mais igualitária, consequentemente com pessoas mais felizes. É reeducando o “futuro da nação” que, á longo prazo, poderemos obter respostas para as dúvidas que criadas.
Questionário de Índice de Felicidade Interna Bruta - FIB
As nove dimensões da felicidade de um país estão contidas nos seguintes itens:
1.Padrão de vida econômica
2. Educacão de qualidade
3. Saúde
4.Expectativa de vida e atividade comunitária
5.Protecão ambiental
6.Acesso à cultura
7.Bons critérios de governanca
8.Gerenciamento equilibrado do tempo
9.Bem-estar psicológico
(http://vidasimples.abril.com.br)
Leila Barbosa Miana
Estudante de Pedagogia / UFJF
leilamiana@gmail.com
educar.amor@hotmail.com
24 de Junho de 2011
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“Não existe idéia mais bem-sucedida que aquela para a qual o tempo chegou”
(Victor Hugo)
O “Reino da Felicidade” utiliza como medida de sua riqueza o Índice de Felicidade Interna Bruta – FIB. Não, não é um conto de fadas, o país que carrega o codinome mencionado é o Reino Budista do Butão, situado na Ásia. “Ciente da importância de ter súditos felizes, Jigme Singye Wangchuck, o rei do Butão, criou há mais de 30 anos um índice de desenvolvimento social baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo. O FIB, ou Felicidade Interna Bruta, tornou-se então o fator determinante na aplicação das políticas governamentais desse minúsculo reino de orientação budista entre a China e o Tibete.” (http://vidasimples.abril.com.br)
Enquanto o Brasil e diversos países utilizam o Produto Interno Bruto – PIB como medida de riqueza, representando a soma de todos os bens e serviços finais produzidos nestas regiões (durante um período determinado), o Governo Butanês corre na direção oposta da globalização social e sustenta intencionalmente um isolamento cultural, sendo que “diferentemente dos índices econômicos tradicionais, o FIB inclui também questões inteiramente subjetivas, como taxas de emoções negativas e positivas da população, avaliação da saúde mental, social e espiritual dos habitantes ou possíveis causas geradoras de estresse”. (http://vidasimples.abril.com.br)
Percebe-se que onde o PIB é o método utilizado, a sociedade, em sua maioria, se considera infeliz. Muitas cidades brasileiras com alto índice no PIB “continuam carentes de água, luz, escolas, saúde, segurança, habitação, lazer e outras amenidades hoje consideradas importantes para a felicidade.” (Revista Viver, Junho 17 – 2011)
A ideologia do FIB é muito bonita, mas é viável em uma cultura como a brasileira? Uma sociedade que cultiva valores como cobiça, ambição e competição como degraus para a felicidade se encaixaria no perfil do FIB? “Uma conferência em junho de 2008 foi organizada para se repensar a definição de progresso e nela índices como o PIB, que hoje norteiam as decisões de políticas governamentais, duramente criticados. Esse índice está cada vez mais relativizado por outros indicadores, como o IDH, que mede o índice de qualidade de vida, incluindo a educação e a expectativa de vida como fatores de desenvolvimento, e o FIB. Sinal de que o mundo está mudando. As Nações Unidas estão cada vez mais interessadas em internacionalizar o FIB”. (http://vidasimples.abril.com.br)
Considerando que para o FIB ser utilizidado é necessário mudar a cultura tradicional de uma sociedade como a brasileira. É preciso ter calma e reestruturar sua base, a educação. Em uma pesquisa do mesmo site citado, a pergunta era “Uma educação de primeira contribui para sua felicidade?” Onde 72% consideraram essencial, 25% importante, 2% razoável e 1% indiferente.
“As pesquisas sobre felicidade, no entanto, não apóiam a idéia de os governos adotarem a sua busca como meta. Ensinar, nas escolas, fatores que contribuem para alcançá-la pode ser medida muito mais eficaz. Mesmo porque, embora ser feliz seja o desejo de muitos, há aqueles que querem ser o mais rico, o mais poderoso, o mais bonito, o mais isso e aquilo, e a literatura sugere, também, que esses tendem a ser dos mais infelizes.” (Revista Viver, Junho 17 – 2011) É na escola que os perfis sociais começam a ser formados.
Na Escola Summerhill (http://www.summerhillschool.co.uk), criada por Alexander Neil (1883 – 1973, http://educarparacrescer.abril.com.br) a ênfase do ensino não é a base curricular, mas sim a difícil arte da convivência social, não que o aprendizado do currículo padrão (Matemática, Português, Ciências, História e Geografia) seja descartado, mas a escola vai além e busca a essência da intelectualidade de seus alunos. Neil não tentou educar as crianças para que estas se ajustassem adequadamente à ordem vigente tampouco a uma sociedade idealmente concebida. Seu objetivo consistiu na educação de crianças para que se tornassem seres humanos felizes, cuja noção de valores não fosse baseada na propriedade, no consumo, mas no ser.
Neil utiliza como método a abordagem humanista (Humanismo em http://pt.wikipedia.org), onde o ensino é centrado no aluno. Assim como Summerhill, existem diversas escolas humanistas, a Escola da Ponte (http://www.escoladaponte.com.pt) em Portugal ficou famosa por “regenerar” jovens infratores e violentos através da abordagem humanista.
Um doa maiores pensadores do Humanismo, Carl Rogers (http://revistaescola.abril.com.br), acreditava que o Mundo e o Homem estão em constante construção e é o próprio Homem que configura o Mundo. O Homem tem consciência de que é um projeto permanente e inacabado, busca seu próprio desenvolvimento através da experimentação. Ao experimentar, conhece. A concepção de Mundo é relativa, cada Homem enxerga o mundo baseado em suas experiências pessoais. Levando em conta que a curiosidade é natural ao Homem, buscamos este conhecimento por impulso.
Por isto, o Humanismo oferece condições que possibilitem a autonomia do aluno, intencionado para um desenvolvimento intelectual e emocional pleno. Nesta abordagem a sensação de felicidade plena é o objetivo do aprendizado. Tudo que estiver a serviço do crescimento pessoal, interpessoal e intergrupal é educação. O professor elabora um ambiente propício ao aprendizado, para o aluno buscar o conhecimento. Não transmite o conteúdo com o objetivo do aluno decorar até uma futura avaliação e depois esquecer o que deveria ter aprendido.
O professor que auxilia, induz o aluno a obter a resposta sozinho e ter prazer pelo que está aprendendo, pois é na experimentação do ambiente que o aluno compreende. Diferente do padrão atual de ensino, em que moldamos nossos alunos para passar em avaliações como vestibular, dentro de uma abordagem comportamentalista (Comportamentalismo em http://pt.wikipedia.org) sem levar em conta a formação emocional do Homem, mas somente suas conquistas materiais.
De acordo com o FIB, a conquista da riqueza material não pode afetar a saúde física ou emocional, comprometer o uso equilibrado do tempo ou interferir no tempo dedicado às práticas espirituais. As atividades econômicas, mesmo que rentáveis, também não podem prejudicar o meio ambiente ou causar danos sociais. A Educação Humanista pode ser o princípio de uma mudança social para utilizarmos o FIB como medida nacional. Conquistando uma sociedade mais igualitária, consequentemente com pessoas mais felizes. É reeducando o “futuro da nação” que, á longo prazo, poderemos obter respostas para as dúvidas que criadas.
Questionário de Índice de Felicidade Interna Bruta - FIB
As nove dimensões da felicidade de um país estão contidas nos seguintes itens:
1.Padrão de vida econômica
2. Educacão de qualidade
3. Saúde
4.Expectativa de vida e atividade comunitária
5.Protecão ambiental
6.Acesso à cultura
7.Bons critérios de governanca
8.Gerenciamento equilibrado do tempo
9.Bem-estar psicológico
(http://vidasimples.abril.com.br)
Leila Barbosa Miana
Estudante de Pedagogia / UFJF
leilamiana@gmail.com
educar.amor@hotmail.com
24 de Junho de 2011
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Por: Jorge Schemes
Diante disto, o dualismo psicofísico de R. Descartes cai por terra, ou seja, sua tese de que somos apenas substância extensa (corpo) e substância pensante (mente) já não é mais suficiente para entender a nossa realidade. Porém, o que norteia a concepção de realidade do mundo capitalista e neoliberal é justamente a concepção cartesiana, de que o ser humano é como uma máquina programada e fragmentada, separado do todo. A idéia cartesiana do sujeito como ser pensante promove o individualismo egoísta. A propósito, esta concepção cientificista de ser humano influenciou fortemente os modelos pedagógicos por meio da psicologia experimental de B. Skinner com sua tese do behaviorismo. Todavia, pela física quântica percebemos a realidade de modo totalmente inverso, ou seja, não somos seres fragmentados, mas estamos todos interligados pelo mesmo princípio que rege o entrelaçamento de partículas.
O que quer que o ser humano faça, não está fazendo apenas a si mesmo. Não tecemos a rede da vida, somos apenas um nó desta rede. Se de fato, estamos todos interligados no universo, precisamos rever as nossas concepções de educação, de ser humano e de sociedade. Na perspectiva do princípio quântico do entrelaçamento de partículas, como educadores não podemos pensar no conhecimento de forma fragmentada ou separado do todo. A especialização é necessária, mas nada mais é do que saber cada vez mais acerca de cada vez menos.
Há urgência em desenvolver uma concepção integral da realidade e do ser humano. O conhecimento não pode ser visto como algo linear, mas sistêmico. Em sala de aula devemos pensar, falar, sentir e agir de forma interdisciplinar e transdisciplinar. Devemos perceber o entrelaçamento de nossa prática com as demais práticas. Chegou o momento de parar de fazer educação de forma fragmentada, separada e alienada da realidade de nossos colegas de trabalho e de nossos alunos. Mas como é possível mudar nossa prática? Devemos primeiro mudar os nossos pensamentos, palavras e sentimentos. Platão já nos disse que este não é um processo fácil. Sair da caverna é sentir o desconforto de questionar as nossas certezas. Embora a física quântica nos ajude a entender a realidade sob outro prisma, o que irá determinar de fato a mudança será o pensamento positivo, o qual se manifestará em nossas palavras e sentimentos e criará, por meio da lei da atração, a realidade que desejamos.
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