domingo, 6 de novembro de 2011

Literatura infantil: Fábulas de Isopo O Pastor e o Lobo.

Um pastor de ovelhas achava a vida muito monótona. Por isso, inventava de tudo para se distrair. A sua diversão favorita era fingir que estava em apuros.

- Um lobo! Socorro! Socorro! - costumava gritar aos quatro ventos.
Quando as pessoas do povoado vinham em seu socorro, encontravam-no perfeitamente seguro, rindo a valer.

Um dia apareceu um lobo de verdade na frente do pastor. Desesperado, ele começou a gritar como sempre fazia:

- Um lobo! Socorro! Socorro!

Desta vez ninguém veio socorrê-lo, e o pastor teve de se esconder em cima de uma moita de espinhos, enquanto o lobo devorava todas as suas ovelhas.


Moral: Quando os mentirosos falam a verdade, ninguém acredita.

Autor: Esopo

Por: Márcio Luiz Domingues
Aluno de Pedagogia/ UFJF

Educar com amor: uma maneira ousada de ser educador.

Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.”    
                                                                                                                  Paulo Freire 


Nos dias atuais, onde a força do sistema capitalista tira do ser humano sua maior dignidade, que é sua realização como um ser completo, através do seu trabalho, uma proposta como esta de educar com amor é mesmo uma ousadia. Sabemos que o trabalho e a educação são atividades específicas do ser humano. Como afirma  Saviani “apenas o ser humano trabalha e educa”. Neste caso, como profissionais da área de educação, vislumbramos nesta profissão, nossa realização como pessoas humanas a partir do nosso trabalho como educadores. Entretanto, dentro de uma sociedade onde a força do trabalho é baseada no critério da exploração, de forma que os indivíduos são forçados a vender esta força a uma classe dominante e, a partir daí, a maioria esmagadora da humanidade vai entregando-se ao desanimo, alienando-se cada vez da sua verdadeira identidade.
Como educadores, somos convidados a usar de nossa força de trabalho de maneira diferente. Partindo de uma visão humanista, voltada para a educação, somos convidados a entendermos que as pessoas são únicas e possuem, cada uma, individualidade própria. O educador que trabalha com uma pedagogia humanista, vai buscar dar ao aluno o estímulo do aprendizado, respeitando a particularidade de cada um, estimulando o desenvolvimento do estudante como pessoa, dentro da sociedade.
Dentro desta idéia, a proposta de uma educação com amor, torna-se  possível. Em primeiro lugar, vamos saber usar nossa força de trabalho como fonte de crescimento pessoal, não cedendo às pressões da sociedade capitalista em que vivemos. Não vamos vender um dos atributos mais importantes que temos, mas vamos fazer uso do mesmo para moldarmos nossa existência de maneira consciente e libertária. Em segundo lugar, a partir do respeito à nossa vida e à vida dos demais, vamos exercer um trabalho objetivando a integração dos alunos, professores, escola e sociedade em geral, sempre em busca de um equilíbrio satisfatório, preservando e valorizando as diferenças e individualidades de cada ser humano.



Márcio Luiz Domingues
Aluno de Pedagogia/UFJF

sábado, 5 de novembro de 2011

A valorização da cultura brasileira na educação infantil

                                                          













Jongo 


"Com licença do curiandamba
Com licença do curiacuca
Com licença do sinhô moço
Com licença do dono de terra."






  Bumba-meu-Boi


"O meu boi morreu 
O que será de mim?
Manda comprar outro, ó maninha
Lá no Piauí"

                                                                                                          
  
Êh-boi, Êh-boi, Êh-boi...
                                                               Ao sair da lua,
                                                               Meu boi vai-se embora,
                                                               Sem fazer barulho,
                                                               Noite fora d'hora..

                                                               Êh bumba-Meu boi

                                                               Êh bumba-Meu boi
                                                               Êh bumba-Meu boi-bumbá

                                                               O meu boi já diz adeus!

                                                               Amanhã ele vai morrer

                                                               Êh bumba-Meu boi

                                                               Êh bumba-Meu boi
                                                               Êh bumba-Meu boi-bumbá                          





                                                                                             Maíra Saporetti Cavalho          
     
A infância é uma fase da vida em que mente e corpo estão abertos a todo tipo de aprendizado, a criança é mais sensível as sensações e emoções. Nesse aprendizado a arte como atividade atravessada de um fazer pedagógico, possibilita um trabalho significativo de valorização da cultura popular brasileira por meio de ações voltadas para a criança, nas quais as brincadeiras de roda e de dança, com contação de histórias tradicionais e confecção de instrumentos torna possível avivar nas crianças significados e possibilidades das coisas simples, “em oposição as relações que estabelecem mediadas pela lógica e pela interferência do mercado de consumo.” (PELIZZONI, 2007, p.08)
Esse mercado de consumo que implanta uma cultura universal, que é a dele, destruindo os mecanismos sociais que relacionam as experiências pessoais atuais com as gerações passadas, caindo essas tradições populares no esquecimento. Assim a escola deve reconhecer isto como algo legítimo e trabalhar ao longo de sua jornada com toda essa cultura e não somente nas datas comemorativas do calendário, mas no decorrer do tempo. Pois com a globalização se a escola não se preocupar com este patrimônio histórico, às vezes a criança não a conhecerá em outro ambiente e se sim muito superficialmente, fadando essa cultura temporalmente à desmemória, como por exemplo, os folguedos: bumba-meu-boi, congada, dança do coco, siriri, entre outras.
Esse resgate das tradições de nosso país, pode acontecer desde a educação infantil baseado na compreensão e no respeito do ser criança, um meio para isso é nas brincadeiras de roda com as cantigas populares, contos tradicionais e danças típicas, aonde dentro de tudo isso se diz muito sobre a vida daquele povo, seu tempo, suas histórias e seus costumes. Nessas brincadeiras a criança vivencia e experiencia aquela cultura de uma forma lúdica e prazerosa.
Assim cabe a professor e a o conjunto escolar mediar esse conhecimento a criança, a fim da criança ir aos poucos se apropriando dessa cultura que é intrínseca a história brasileira como um todo, trazendo para si como parte inerente dela .
Portanto, o professor tem a oportunidade de ressignificar o seu trabalho com as rodas e danças a fim de proporcionar a criança experiências de seus antepassados, para que possamos conservar este bem imaterial tão bonito e precioso, que é a identidade de nosso povo.

Referência Biliográfica:

PELIZZONI, Marques Gisela.Jogando as cinco pedrinhas:história,memória,cultura popular,infância e escola. 2007.Dissertação de Mestrado/UFJF

ABORDAGEM HUMANISTA NA PEDAGOGIA

TENDÊNCIAS ANTI-AUTORITÁRIAS
(Leila Miana, Letícia Alves, Maíra Saporetti, Simone Silva)

Existem três grupos de entendimento da educação na sociedade: educação como redenção, educação como reprodução e educação como transformação.
As tendências anti-autoritárias, se enquadram na ideologia de que a educação possui caráter transformador na sociedade e surgem de movimentos em oposição à escolas tradicionais.
As teorias anti-autoritárias recusam o exercício de poder e voltam-se para uma educação em liberdade e para a liberdade.
 A pedagogia de caráter humanitário espera que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos, num sentido libertário e auto-gestionário, ou seja, a função da instituição escola é de estimular a busca pelo aprendizado em seus alunos.
O método de ensino utilizado pelas Pedagogias Libertárias, portanto, acontece na vivência grupal, onde alunos e professores convivem em equilíbrio, preservando e valorizando as diferenças e individualidades do ser.
Os conteúdos e as matérias que podem ser transmitidas no ambiente escolar são colocadas à disposição do aluno sem que exista a obrigação de cursá-las, porque o que realmente é importante para estas linhas de pedagogia é o conhecimento que resulta das experiências vividas pelo grupo envolvido.

A pedagogia libertária considera desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças. Nesse sentido, o professor deve se por a serviço do aluno sem impor suas concepções e idéias, sem fazer do aluno um "objeto", ele deve se misturar ao grupo para uma reflexão em comum.
Toda essa liberdade de decisão tem um sentido bem claro. Se um aluno resolve não participar, o faz porque não se sente integrado, mas o grupo tem responsabilidade sobre esse fato e tem que colocar a questão em discussão. O critério de relevância do saber é seu possível uso prático. Por isso mesmo não faz sentido qualquer tentativa de avaliação da aprendizagem, ao menos não em termos de conteúdo. (Wikipedia)

As tendências pedagógicas aqui tratadas abrangem quase todas as tendência anti-autoritárias em educação, dentre elas a anarquista, a psicanalista, a dos sociólogos e também a dos professores progressistas, são elas:

·                     Teoria anarquista ou libertária (sociológica)
Representantes: Freinet, Bakunin, Ferrer, (Brasil-Tragtenberg, José Oiticica e Silvio Gallo).
Um dos principais objetivos da pedagogia libertária é preparar os indivíduos para a vivência plena da liberdade. Para isso, desenvolve a autonomia, a responsabilidade, o respeito, a solidariedade, a cooperação e a criatividade nos educandos. Assim, além de estabelecer novas formas de relações interpessoais, é também um instrumento de luta para a superação das condições de exploração que sustentam nossa sociedade. Para essa teoria a educação mostra os limites da escola como instituição disciplinadora e burocrática e as possibilidades da autogestão pedagógica como iniciação à autogestão social. A burocracia escolar é poder, repressão e controle.

·                     Teoria Institucional (sociológica)
Representantes: Lobrot
Estende o conceito de instituição a partir do caráter dinâmico de qualquer agrupamento humano, destaque para o sentido de organização instituinte, capaz de revelar as contradições do processo de se fazer, vencer a inércia do instituído, a fim de criar o novo. Essa visão ultrapassa a dimensão de indivíduo, buscando uma análise “de campo” influenciado pela sociologia. As clássicas tarefas do professor passam à responsabilidade do grupo, porque a noção de autogestão supõe a atividade instituinte dos alunos. Critica severamente a burocracia, típica expressão do poder, que instaura a hierarquia, “coisifica” as pessoas e cristaliza toda ação.

·                     Teoria não-diretiva (psicológica)
Representantes: Neill, Rogers
Consideram-se os enfoques encontrados predominantemente no sujeito. O ensino centrado no aluno, centrada no desenvolvimento da personalidade do indivíduo, em seus processos de construção e organização pessoal da realidade. A autenticidade será a principal ferramenta do educador que conduzirá o aluno à aprendizagem significava. ensinar é mais que transmitir conhecimento – é despertar a curiosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiar em si mesmo e dar um novo passo em busca de mais. É educar para a vida e para novos relacionamentos.
O professor passa a ser considerado um facilitador da aprendizagem, não mais aquele que transmite conhecimento, e sim aquele que auxilia os educandos a aprender a viver como indivíduos em processo de transformação. O educando é instado, forçado a buscar o seu próprio conhecimento, consciente de sua constante transformação. O que um facilitador ensina aos educandos é buscar o seu próprio conhecimento, para tornar-se independente e produtor de seu próprio processo cognitivo. Para ser um bom facilitador é preciso ter ou desenvolver algumas qualificações: autenticidade, o apreço, a aceitação e confiança, compreensão empática, que ocorre quando o facilitador deixa o julgamento de lado e compreende o educando, tornando a aprendizagem significativa.
Tanto Rogers quanto Neill tiveram como diferencial em seu pensamento a idéia de que a criança não aprende sobre pressão ou medo, o ser humano é curioso por natureza, então para saciar esta necessidade vai em busca do conhecimento, procura respostas para suas dúvidas cotidianas, aprende através da experimentação. Estes pensadores concordam que uma educação que possa resultar em uma experimentação negativa, frustante está fadada ao fracasso, entretanto uma educação livre demais, satisfatória por excesso também está destinada ao mesmo fim.
A escola deve servir de exemplo para as relações externas aquele ambiente, proporcionando ao ser humano um desenvolvimento integral e autoconsciente.
Modelo de aplicação da Pedagogia Anti-autoritária:

ABORDAGEM
HUMANISTA
Carecteristicas Gerais
“Ensino centrado no aluno”
A criança se desenvolve sem a influencia do aluno, ela se auto conhece e o professor é um guia auxiliador.

Homem
O homem sabe que é um projeto permanente e inacabado. O aprendizado vem da experimentação.

Mundo
A concepção de mundo é relativa, cada homem enxerga o mundo baseado em suas experiencias pessoais.

Sociedade-Cultura
Rogers ao contrario de Skinner, acredita que a única autoridade necessária é estabelecer qualidade de relacionamento interpessoal.

Conhecimento
Ao experimentar, o homem conhece. A curiosidade é natural ao homem, ele busca seu proprio conhecimento.

Educação
O ensino está centrado no aluno e em sua propria capacidade de absorção deste conhecimento. Tudo que estiver a serviço do crescimento pessoal, interpessoal e intergrupal é educação.

Escola
Oferece condições que possibilitem a autonomia do aluno, onde as leis são estabelecidas por um parlamento escolar.

Ensino-aprendizagem
O ensino centrado na pessoa implica tecnicas de dirigir sem dirigir. Dirigir a pessoa a sua propria experiencia para se estruturar e agir.

Professor-aluno
O professor não precisa obter competencias e conhecimentos, se desenvolvem em relaçao as concepções de si proprio e não decorrente de um curriculo que lhe é imposto.

Metodologia
Não se enfatiza técnica ou método para se facilitar a aprendizagem. Os recursos transformam os alunos em receptáculos de informações, desta forma, privilegiando a dimensão cognitiva em detrimento da emocional.

Avaliação
O humanismo defende que o aluno se auto-avalie, pois só o individuo pode conhecer realmente a sua experiencia.



CULTURA

Que lição tirar de Mr. Holland: Adorável Professor?

A influência dos educadores na vida pessoal dos alunos pode ser mais forte do que aparenta e gerar frutos permanentes

Foto: Ao reger os alunos, o protagonista rege vários destinos ao mesmo tempo
Ao reger os alunos, o protagonista rege vários destinos ao mesmo tempo
FILME: Mr. Holland: Adorável Professor, dirigido por Stephen Herek, com Richard Dreyfuss e William H. Macy, 1995.


A HISTÓRIA: Em 1964, um músico (Richard Dreyfuss) resolve começar a lecionar para ter mais dinheiro e assim se dedicar a compor uma sinfonia. Mas os alunos se mostram pouco interessados e as coisas se complicam quando a esposa dele da luz a um bebê surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o tratamento do filho, o professor se envolve cada vez mais com a escola, deixando de lado seu sonho de tornar-se um grande compositor. 


QUEM INDICA: o jornalista Paulo Maffia. "É um filme sensível, que mostra que Educação não é só livro e caderno, mas é formar e transformar seres humanos. Esse professor de música toca a vida das pessoas de forma diferente." 


POR QUE VER: "Você percebe que diante de todas as adversidades, diante de toda uma vida, é possível deixar uma história, uma construção. Às vezes, por mais tola e boba que pareça nossa influência na vida das pessoas, ela é contundente, muda mesmo", diz o professor de biologia Leandro Alcerito, do Colégio Vértice, de São Paulo.



QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "Numa das primeiras aulas, o professor coloca uma música dos anos 60 para tocar, algo bem importante naquele momento histórico. E depois chega ao piano e toca uma peça erudita para mostrar como as duas são parecidas. Isso mostra que o currículo tem de estar em consonância com o seu momento. É um saber organizado, construído ao longo do tempo, mas o educador tem de fazer diálogo com o que está acontecendo. Não adianta eu querer falar de música se não faço idéia do que é que meus alunos estão ouvindo. Eu preciso gostar? Claro que não. Mas tenho de saber", diz Zilton Salgado, professor de artes, filosofia e sociologia do Colégio Vértice.

Indicado pela aluna de Pedagogia : Letícia Alves da Silva. Ótimo filme. 
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Educação - SEE
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  Última atualização desta página: 31/10/2011 14:54h (horário de Brasília)
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Francesco Tonucci - Ilustrador da Infância

As Charges de Tonucci nos fazem refletir sobre o sistema educacional atual, como as crianças se veem inseridas nesse sistema e o que pensam.

 Também conhecido pelo pseudônimo de "Frato" é educador, desenhista e ilustrador italiano. Já escreveu inúmeros livros mostrando como as crianças se relacionam com diversos temas, como "Quando as crianças dizem :agora chega!", "Com olhos de criança",e "Cartas a uma criança que vai nascer". Tonucci descreve alguns questionamentos de crianças de muitos locais do mundo, mostrando como elas se relacionam com suas cidades, quais são os principais problemas que lhes afligem e quais as soluções que elas propõem.O mais importante que ele nos descreve em seu discurso é que as crianças, com sua ingenuidade e simplicidade, muitas vezes percebem problemas que para nós, adultos, não são importantes. Um exemplo disso é a proposta de uma das crianças em transformar metade dos  estacionamentos públicos em locais de recreação para as crianças, ou preferirem muitos pequenos espaços verdes públicos ao invés de somente poucos e grandes espaços. As crianças mostram uma verdadeira e honesta leitura do território.

Maíra Saporetti
Estudante de Pedagogia/UJFJ