sábado, 5 de novembro de 2011

CULTURA

Que lição tirar de Mr. Holland: Adorável Professor?

A influência dos educadores na vida pessoal dos alunos pode ser mais forte do que aparenta e gerar frutos permanentes

Foto: Ao reger os alunos, o protagonista rege vários destinos ao mesmo tempo
Ao reger os alunos, o protagonista rege vários destinos ao mesmo tempo
FILME: Mr. Holland: Adorável Professor, dirigido por Stephen Herek, com Richard Dreyfuss e William H. Macy, 1995.


A HISTÓRIA: Em 1964, um músico (Richard Dreyfuss) resolve começar a lecionar para ter mais dinheiro e assim se dedicar a compor uma sinfonia. Mas os alunos se mostram pouco interessados e as coisas se complicam quando a esposa dele da luz a um bebê surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o tratamento do filho, o professor se envolve cada vez mais com a escola, deixando de lado seu sonho de tornar-se um grande compositor. 


QUEM INDICA: o jornalista Paulo Maffia. "É um filme sensível, que mostra que Educação não é só livro e caderno, mas é formar e transformar seres humanos. Esse professor de música toca a vida das pessoas de forma diferente." 


POR QUE VER: "Você percebe que diante de todas as adversidades, diante de toda uma vida, é possível deixar uma história, uma construção. Às vezes, por mais tola e boba que pareça nossa influência na vida das pessoas, ela é contundente, muda mesmo", diz o professor de biologia Leandro Alcerito, do Colégio Vértice, de São Paulo.



QUE BOM EXEMPLO TIRAR: "Numa das primeiras aulas, o professor coloca uma música dos anos 60 para tocar, algo bem importante naquele momento histórico. E depois chega ao piano e toca uma peça erudita para mostrar como as duas são parecidas. Isso mostra que o currículo tem de estar em consonância com o seu momento. É um saber organizado, construído ao longo do tempo, mas o educador tem de fazer diálogo com o que está acontecendo. Não adianta eu querer falar de música se não faço idéia do que é que meus alunos estão ouvindo. Eu preciso gostar? Claro que não. Mas tenho de saber", diz Zilton Salgado, professor de artes, filosofia e sociologia do Colégio Vértice.

Indicado pela aluna de Pedagogia : Letícia Alves da Silva. Ótimo filme. 
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Educação - SEE
Inscrições abertas
  Última atualização desta página: 31/10/2011 14:54h (horário de Brasília)
Atenção
INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ AS 14 HORAS DO DIA 29.11.2011, HORÁRIO DE BRASÍLIA 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Francesco Tonucci - Ilustrador da Infância

As Charges de Tonucci nos fazem refletir sobre o sistema educacional atual, como as crianças se veem inseridas nesse sistema e o que pensam.

 Também conhecido pelo pseudônimo de "Frato" é educador, desenhista e ilustrador italiano. Já escreveu inúmeros livros mostrando como as crianças se relacionam com diversos temas, como "Quando as crianças dizem :agora chega!", "Com olhos de criança",e "Cartas a uma criança que vai nascer". Tonucci descreve alguns questionamentos de crianças de muitos locais do mundo, mostrando como elas se relacionam com suas cidades, quais são os principais problemas que lhes afligem e quais as soluções que elas propõem.O mais importante que ele nos descreve em seu discurso é que as crianças, com sua ingenuidade e simplicidade, muitas vezes percebem problemas que para nós, adultos, não são importantes. Um exemplo disso é a proposta de uma das crianças em transformar metade dos  estacionamentos públicos em locais de recreação para as crianças, ou preferirem muitos pequenos espaços verdes públicos ao invés de somente poucos e grandes espaços. As crianças mostram uma verdadeira e honesta leitura do território.

Maíra Saporetti
Estudante de Pedagogia/UJFJ
              

“Guia do Estudante” classifica 22 cursos da UFJF entre os melhores do país Pedagogia está entre os muito bons!

Vinte e dois cursos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entraram na lista dos melhores do país, conforme o novo “Guia do Estudante 2012”. A publicação é uma das mais importantes do país na área e sua avaliação se baseia na média de conceitos obtidos pelas graduações a partir de pesquisa de opinião realizada com coordenadores de cursos e professores especializados.
Cursos considerados excelentes pelo guia receberam cinco estrelas. Os muito bons, quatro. E os bons, três. Na UFJF, Ciências Econômicas, Direito, Pedagogia e Serviço Social conquistaram cinco estrelas. Administração, Ciências Biológicas, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Farmácia, Fisioterapia, Geografia, História, Jornalismo (Comunicação Social), Letras e Psicologia ganharam quatro estrelas. Com três, foram Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais, Educação Física, Medicina e Odontologia.
A publicação avaliou apenas os cursos presenciais que possuem modalidade bacharelado, salvo Pedagogia e Educação Física. Outro critério de exigência é que possuíssem turmas formadas há, pelo menos, um ano e com previsão de vagas abertas para o ano seguinte. Por isso, cursos novos e sem turma graduada não entraram na lista, tais como Nutrição, Engenharia Mecânica, Música, Ciências Contábeis, Ciências Exatas, Engenharia Sanitária e Ambiental e Sistemas de Informação.
Docentes qualificados
Na visão do professor Lourival Batista, diretor da Faculdade de Economia, que recebeu cinco estrelas, o resultado é fruto da boa qualificação dos docentes. “Isto se dá pelo fato de, atualmente, quase a totalidade dos nossos professores ter doutorado. Além disso, com a pós-graduação se consolidando, acontece maior intercâmbio com a graduação. O resultado é que os nossos alunos têm mais contato com pesquisas, o que amplia o horizonte de conhecimento deles.”
Para a aluna do oitavo período de Serviço Social Maiara Batista, a articulação entre o ensino e a vivência da profissão é o forte da formação no curso escolhido por ela. “O conteúdo das disciplinas e os professores estão atrelados com as lutas de entidades, como os conselhos Regional e Federal do Serviço Social e a Associação Brasileira de Pesquisa em Serviço Social. Isso permite que o estudante saia da bolha universitária e tenha experiência com a realidade da profissão.”
De acordo com a coordenadora do curso de Direito, Aline Araújo Passos, o reconhecimento por parte do “Guia do Estudante” é fruto da “tabelinha” entre os professores e os graduandos. “Temos alunos muito bem informados que nos dão o retorno no dia a dia da sala de aula. Com isso, podemos melhorar o curso. Os prêmios são consequência do trabalho.”
Estudante do terceiro período de Pedagogia Analina Alves de Oliveira destaca a exigência dos professores e a experiência dos grupos de pesquisa na formação. “Os professores não dão folga, cobram muito. Não tem como se sair bem nas avaliações se não souber os conteúdos e apresentar trabalhos de qualidade. E os grupos de pesquisa permitem um conhecimento amplo, unindo a sala de aula com os trabalhos de campo.”
Ao todo, 10.692 cursos foram avaliados. Menos da metade, 4.329, recebeu estrelas. Os cursos considerados excelentes (cinco estrelas) foram apenas 485; muito bons (quatro estrelas) 1.432; e bons (três) 2.412.
Outras avaliações
A UFJF também demonstra bom desempenho em outras avaliações, tanto em âmbito nacional quanto internacional. No mês passado, a organização britânica QS (Quacquarelli Symonds) classificou a Federal de Juiz de Fora como a 95ª melhor instituição de ensino superior da América Latina. A lista avaliou mais de 250 centros de ensino.
No último resultado do Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação (MEC), que considera cursos de graduação, pós-graduação, infraestrutura e opinião de estudantes, a Universidade ficou entre as 20 melhores instituições de ensino superior do Brasil. Nas últimas três avaliações do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade) com resultado publicado, 14 cursos estão os dez primeiros do país

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

DICA DO DIA .:. .:. .:. DESAPEGO

 
Vende-se Tudo – texto de Martha Medeiros
No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma  lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.
Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu. No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo.
Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile.
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde.
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza:
"só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir,"é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!
Não são as coisas que possuímos ou compramos que representam riqueza, plenitudee felicidade.
São os momentos especiais que não tem preço, as pessoas que estão próximas da gente e que nos amam, a saúde, os amigos que escolhemos, a nossa paz de espírito.
Felicidade não é o destino e sim a viagem
 
 
 
 
 
Leila Barbosa Miana
Aluna de Pedagogia / UFJF

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dicas de Filmes sobre Educação

                                       Meu nome é Rádio

                                               Sinopse:
Um treinador de futebol americano de uma escola situada numa pequena cidade do Sul da Carolina (Ed Harris) desenvolve uma amizade especial com Radio, um rapaz que a mãe descreve como “igual a todos os outros, só um pouco mais lento que a maioria”.Esta amizade, estranha aos olhos de todos, apresenta-se como uma lição, não só para os dois protagonistas (cujas vidas sofrem uma grande modificação) como para toda a comunidade.



 Escritores da Liberdade
  
                                                      Sinopse:
Adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, e uma professora oferece o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula 203 faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Com eletrizantes performances de um elenco de astros. Escritores da Liberdade é basedo no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade.


 Como estrelas na terra toda criança é especial

                                                       Sinopse:
Taare Zameen Par - filme da produção de Bollywood - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan..


O Clube do Imperador

                                                   Sinopse:
William Hundert (Kevin Kline) é um professor da St. Benedict's, uma escola preparatória para rapazes muito exclusiva que recebe como alunos a nata da sociedade americana. Lá Hundert dá lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Hundert está apaixonado por falar para os seus alunos que "o caráter de um homem é o seu destino" e se esforça para impressioná-los sobre a importância de uma atitude correta. Repentinamente algo perturba esta rotina com a chegada de Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Sedgewick entra em choque com as posições de Hundert, que questiona a importância daquilo que é ensinado. Mas, apesar desta rebeldia, Hundert considera Sedgewick bem inteligente e acha que pode colocá-lo no caminho certo, chegando mesmo a colocá-lo na final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga. Mas Sedgewick trai esta confiança arrumando um jeito de trapacear.



Maíra Saporetti Carvalho
Estudante de Pedagogia/UFJF

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FIB - Felicidade Interna Bruta

Felicidade Interna Bruta

“Não existe idéia mais bem-sucedida que aquela para a qual o tempo chegou”

(Victor Hugo)



O “Reino da Felicidade” utiliza como medida de sua riqueza o Índice de Felicidade Interna Bruta – FIB. Não, não é um conto de fadas, o país que carrega o codinome mencionado é o Reino Budista do Butão, situado na Ásia. “Ciente da importância de ter súditos felizes, Jigme Singye Wangchuck, o rei do Butão, criou há mais de 30 anos um índice de desenvolvimento social baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo. O FIB, ou Felicidade Interna Bruta, tornou-se então o fator determinante na aplicação das políticas governamentais desse minúsculo reino de orientação budista entre a China e o Tibete.” (http://vidasimples.abril.com.br)

Enquanto o Brasil e diversos países utilizam o Produto Interno Bruto – PIB como medida de riqueza, representando a soma de todos os bens e serviços finais produzidos nestas regiões (durante um período determinado), o Governo Butanês corre na direção oposta da globalização social e sustenta intencionalmente um isolamento cultural, sendo que “diferentemente dos índices econômicos tradicionais, o FIB inclui também questões inteiramente subjetivas, como taxas de emoções negativas e positivas da população, avaliação da saúde mental, social e espiritual dos habitantes ou possíveis causas geradoras de estresse”. (http://vidasimples.abril.com.br)

Percebe-se que onde o PIB é o método utilizado, a sociedade, em sua maioria, se considera infeliz. Muitas cidades brasileiras com alto índice no PIB “continuam carentes de água, luz, escolas, saúde, segurança, habitação, lazer e outras amenidades hoje consideradas importantes para a felicidade.” (Revista Viver, Junho 17 – 2011)

A ideologia do FIB é muito bonita, mas é viável em uma cultura como a brasileira? Uma sociedade que cultiva valores como cobiça, ambição e competição como degraus para a felicidade se encaixaria no perfil do FIB? “Uma conferência em junho de 2008 foi organizada para se repensar a definição de progresso e nela índices como o PIB, que hoje norteiam as decisões de políticas governamentais, duramente criticados. Esse índice está cada vez mais relativizado por outros indicadores, como o IDH, que mede o índice de qualidade de vida, incluindo a educação e a expectativa de vida como fatores de desenvolvimento, e o FIB. Sinal de que o mundo está mudando. As Nações Unidas estão cada vez mais interessadas em internacionalizar o FIB”. (http://vidasimples.abril.com.br)

Considerando que para o FIB ser utilizidado é necessário mudar a cultura tradicional de uma sociedade como a brasileira. É preciso ter calma e reestruturar sua base, a educação. Em uma pesquisa do mesmo site citado, a pergunta era “Uma educação de primeira contribui para sua felicidade?” Onde 72% consideraram essencial, 25% importante, 2% razoável e 1% indiferente.

“As pesquisas sobre felicidade, no entanto, não apóiam a idéia de os governos adotarem a sua busca como meta. Ensinar, nas escolas, fatores que contribuem para alcançá-la pode ser medida muito mais eficaz. Mesmo porque, embora ser feliz seja o desejo de muitos, há aqueles que querem ser o mais rico, o mais poderoso, o mais bonito, o mais isso e aquilo, e a literatura sugere, também, que esses tendem a ser dos mais infelizes.” (Revista Viver, Junho 17 – 2011) É na escola que os perfis sociais começam a ser formados.

Na Escola Summerhill (http://www.summerhillschool.co.uk), criada por Alexander Neil (1883 – 1973, http://educarparacrescer.abril.com.br) a ênfase do ensino não é a base curricular, mas sim a difícil arte da convivência social, não que o aprendizado do currículo padrão (Matemática, Português, Ciências, História e Geografia) seja descartado, mas a escola vai além e busca a essência da intelectualidade de seus alunos. Neil não tentou educar as crianças para que estas se ajustassem adequadamente à ordem vigente tampouco a uma sociedade idealmente concebida. Seu objetivo consistiu na educação de crianças para que se tornassem seres humanos felizes, cuja noção de valores não fosse baseada na propriedade, no consumo, mas no ser.

Neil utiliza como método a abordagem humanista (Humanismo em http://pt.wikipedia.org), onde o ensino é centrado no aluno. Assim como Summerhill, existem diversas escolas humanistas, a Escola da Ponte (http://www.escoladaponte.com.pt) em Portugal ficou famosa por “regenerar” jovens infratores e violentos através da abordagem humanista.

Um doa maiores pensadores do Humanismo, Carl Rogers (http://revistaescola.abril.com.br), acreditava que o Mundo e o Homem estão em constante construção e é o próprio Homem que configura o Mundo. O Homem tem consciência de que é um projeto permanente e inacabado, busca seu próprio desenvolvimento através da experimentação. Ao experimentar, conhece. A concepção de Mundo é relativa, cada Homem enxerga o mundo baseado em suas experiências pessoais. Levando em conta que a curiosidade é natural ao Homem, buscamos este conhecimento por impulso.

Por isto, o Humanismo oferece condições que possibilitem a autonomia do aluno, intencionado para um desenvolvimento intelectual e emocional pleno. Nesta abordagem a sensação de felicidade plena é o objetivo do aprendizado. Tudo que estiver a serviço do crescimento pessoal, interpessoal e intergrupal é educação. O professor elabora um ambiente propício ao aprendizado, para o aluno buscar o conhecimento. Não transmite o conteúdo com o objetivo do aluno decorar até uma futura avaliação e depois esquecer o que deveria ter aprendido.

O professor que auxilia, induz o aluno a obter a resposta sozinho e ter prazer pelo que está aprendendo, pois é na experimentação do ambiente que o aluno compreende. Diferente do padrão atual de ensino, em que moldamos nossos alunos para passar em avaliações como vestibular, dentro de uma abordagem comportamentalista (Comportamentalismo em http://pt.wikipedia.org) sem levar em conta a formação emocional do Homem, mas somente suas conquistas materiais.

De acordo com o FIB, a conquista da riqueza material não pode afetar a saúde física ou emocional, comprometer o uso equilibrado do tempo ou interferir no tempo dedicado às práticas espirituais. As atividades econômicas, mesmo que rentáveis, também não podem prejudicar o meio ambiente ou causar danos sociais. A Educação Humanista pode ser o princípio de uma mudança social para utilizarmos o FIB como medida nacional. Conquistando uma sociedade mais igualitária, consequentemente com pessoas mais felizes. É reeducando o “futuro da nação” que, á longo prazo, poderemos obter respostas para as dúvidas que criadas.



Questionário de Índice de Felicidade Interna Bruta - FIB

As nove dimensões da felicidade de um país estão contidas nos seguintes itens:

1.Padrão de vida econômica
2. Educacão de qualidade
3. Saúde
4.Expectativa de vida e atividade comunitária
5.Protecão ambiental
6.Acesso à cultura
7.Bons critérios de governanca
8.Gerenciamento equilibrado do tempo
9.Bem-estar psicológico
(http://vidasimples.abril.com.br)







Leila Barbosa Miana

Estudante de Pedagogia / UFJF

leilamiana@gmail.com

educar.amor@hotmail.com

24 de Junho de 2011

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